Zezé leão
Espaçam-se os gemidos dos pássaros da noite,
Que nos causam pavor, como se próximos aos açoites de
carrasco invisível da ante-madrugada;
Timidadmente, o pássaro preto ensina o trinado,
Pois pelo canto do galo foi despertado formando-se a orquestra da
passarada.
Lentamente, na lombada do monte ou na chapada, além do horizonte
percebe-se a coroa laranja do arrebol;
A escuridão, vai se afastando pois os pássaros estão
festejando o novo raiar do sol.
Como é belo apreciar a ALVORADA
Que mansamente surge na esplanada
Da longíncua curvatura da terra;
Homens, empunhando o maço e o cinzel,
Iniciam a modelagem da pedra a granel
Escavadas das lavras do sopé da serra.
No interior da Oficina da "ALVORADA GOIANA"
constrói-se masmorras ao vício que engana os incautos
Obreiros que almejam a perfeição;
Do meio dia à meia noite, em labor incansável,
Recebendo luzes do Mestre Venerável,
Contrói-se um Templo em cada coração.
(poema dedicado à loja Maçônica Alvorada Goiana
em 17/11/1986, pelo Obreiro João Cristóvan Leão,
com pseudônimo Zezé Leão)
|