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"Alvorada Goiana" |
| Zezé leão Espaçam-se os gemidos dos pássaros da noite, Que nos causam pavor, como se próximos aos açoites de carrasco invisível da ante-madrugada; Timidadmente, o pássaro preto ensina o trinado, Pois pelo canto do galo foi despertado formando-se a orquestra da passarada. Lentamente, na lombada do monte ou na chapada, além do horizonte percebe-se a coroa laranja do arrebol; A escuridão, vai se afastando pois os pássaros estão festejando o novo raiar do sol. Como é belo apreciar a ALVORADA Que mansamente surge na esplanada Da longíncua curvatura da terra; Homens, empunhando o maço e o cinzel, Iniciam a modelagem da pedra a granel Escavadas das lavras do sopé da serra. No interior da Oficina da "ALVORADA GOIANA" constrói-se masmorras ao vício que engana os incautos Obreiros que almejam a perfeição; Do meio dia à meia noite, em labor incansável, Recebendo luzes do Mestre Venerável, Contrói-se um Templo em cada coração.
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